Eternamente Menina

Abril 26 2005

Na avenida
eu sinto o cheiro
das azáleas
misturado
com a
maresia
que me
inebria,
enquanto
ouço ao
longe
o toque
da sirene
que corre
vertiginosamente
em direcção
à vida...

Através da janela
as flores do jasmim,
brancas e lilazes,
têm a percepção
que o seu odor
entra lentamente
na minha pele
branca e sardenta
e sorriem

para mim

   

 

  

Na avenida
olho lentamente
para além da neblina
que a esta hora
começa a descer
e vejo
mil rostos
olhando
na direcção
do sol poente

Sigo esses
olhares:
uns tristes,
amargurados,
outros felizes,
abençoados,
com a descoberta
que afinal
nem tudo é cinzento
nem tudo é rosa
mas podem
ter
a cor
o cheiro
a beleza simples
da flor do
jasmim.

 

publicado por Menina Marota às 00:01


Tem tudo/ou quase.../o toque da sirene que corre para a vida/ideia interessante, quem sabe até original/cheiros/cores/a pluralidade/e o mar/sempre ele/Manuel
</a>
(mailto:jope103@yahoo.com)
Anónimo a 30 de Abril de 2005 às 10:28

Só para ser do contra :))) digo que ainda bem que há cinzento. Se não, significava que não haveria branco nem preto. E, se o preto é a ausência de cor (logo não se daria pela sua falta), seria uma chatice não haver branco, que é, afinal, a mistura de todas as cores.

(Que bela elucubração filosófico-cromática, não achas? O Newton adoraria ter escrito isto...)

Beijos.Fernando
(http://cidadaodomundo.weblog.com.pt)
(mailto:ni@sapo.pt)
Anónimo a 29 de Abril de 2005 às 07:05

Nem sempre a beleza da Natureza circundante se coaduna com o Sentir! Quantas vezes está Sol cá fora e chove-nos no Coração! Ou vice-versa. Mas o que é certo é que a Natureza constitui em muitos casos um lenitivo que nos ajuda a superar o sofrimento interior. **M.P.
(http://sabem.blogspot.com)
(mailto:mnpta@netcabo.pt)
Anónimo a 29 de Abril de 2005 às 00:09

A tua avenida é cheirosa das flores e tem os "acidentes" da vida. Bonito! Beijosagua quente
(http://gato-na-paisagem.blogspot.com)
(mailto:agua-quente@hotmail.com)
Anónimo a 28 de Abril de 2005 às 20:47

Chegou até mim esse odor de jasmim. Poema lindo Menina Marata, adorei!Beijoscuriosa paixão
(http://curiosapaixao.blogs.sapo.pt/)
(mailto:curios-paixao@sapo.pt)
Anónimo a 28 de Abril de 2005 às 20:27

Querida Menina Marota,
Que bonito o teu poema... Lembrou-me um outro que, eu própria, escrevi há tempo.
Se algum dia decidir publicá-lo, dedicar-to-ei! :)
Beijo grande e obrigada pelas palavras que oferecesCassiopeia
(http://www.cassiopeianablogosfera.blogspot.com)
(mailto:salome1975@mixmail.com)
Anónimo a 28 de Abril de 2005 às 20:15

A inevitabilidade das saudades das palavras procura-nos e leva-nos a visitar quem sempre as têm tão bonitas. Já tinha saudades de passear por este lado da blogosfera. Desculpa a minha ausência de comentários. Beijos e Abraços: João A. (P.S.- Vou continuar a passar por cá para beber as tuas belas letras)amadorjp
(http://p3nsam3ntos.blogs.sapo.pt)
(mailto:amadorjp@sapo.pt)
Anónimo a 28 de Abril de 2005 às 17:37

Extremos e meios termos, beleza, vida, há de tudo nessa tua avenida...
Uma beijoca, Marota!aguas de marco
(http://www.aguasdemarco.blogspot.com)
(mailto:asa@jesmig.com)
Anónimo a 28 de Abril de 2005 às 16:39

Grande nível. Gostei muito. BeijoDonBadalo
(http://oblogdalibelua.blogs.sapo.pt)
(mailto:DonBadalo@sapo.pt)
Anónimo a 28 de Abril de 2005 às 16:37

Eu caminhava nessa avenida...gosto de caminhar e até me apetece passear hoje, mesmo com chuva a cair, nesses dias era capaz de dizer...
JinhosBlue
(http://sentidosocultos.blogspot.com)
(mailto:sentidos_ocultos_80@hotmail.com)
Anónimo a 28 de Abril de 2005 às 14:56

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