Eternamente Menina

Março 06 2005

 

Aguarela da Carla Cristiana Carvalho

 

 

Tocou ao de leve no vestido amarelo de mousseline.

Sempre gostara do toque daquele tecido…

Deixou-se cair no tapete da sala, enquanto olhava ternamente o rosto algo sério, que olhava em frente.

Onde já teria ela visto aquele rosto? De quem era aquele corpo perfeito?

Tem um olhar de admiração, quase terno…

A figura, mantém-se ali estática, mas percebe-se a ondulação do corpo… ela desliza no chão… donde conhece este corpo, pensa…

Olha para dentro de si… Espera… eu (re) conheço-te…Tu… és…Eu… Eu… quando era perfeita… quando olhares me cobiçavam…quando o mundo girava à minha volta…

Mas, se tu és Eu… quem sou Eu, afinal?

Que sopro passou por mim… não quero acordar… quero ter-te sempre aqui…

Não te vás embora, por favor…

E ela ficou ali…sabendo dos olhares esquivos, que já não eram de admiração, nem de desejo… aqueles olhares de indiferença… mas ela continuava na mesma… dentro dela… era a mesma… sempre seria!

 

 

Este texto foi escrito, em homenagem a todas as mulheres, que sofreram a mudança dos tempos. Inspirado no quadro da Carla Cristiana, é um breve olhar sobre a mutação da Mulher. E é uma carinhosa homenagem à minha querida Amiga Maria Helena… ver-te-ei sempre com os mesmos olhos! A doença não derrubará essa beleza enorme que tens dentro de ti!

 

publicado por Menina Marota às 11:19

Quero expressar o meu reconhecimento e a minha afeição, pela presença e palavras que, cada um de vós, aqui deixo. Um abraço de carinho ;-)Menina_marota
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Anónimo a 9 de Março de 2005 às 03:36

Minha querida amiga da companhia nocturna, gostei muito deste texto principalmente porque transparece os teus nobres sentimentos, e não só como é óbvio, o teu bom gosto também está implícito... Beijos. E um até já!Andy
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Anónimo a 7 de Março de 2005 às 23:50

já tentei comentar uma série de vezes e uma série de post's mas a rede aqui da empresa troca-me sempre as voltas, a ver se é desta... ao ler este texto e apesar de eu não ter sofrido tamanha mutação exterior, parece quase que falas de mim... quantas vezes ME olho sem desconfiar sequer que ME vejo? às vezes sinto-me mutante... aos meus olhos só, aos meus olhos... a beleza, a pura beleza das pessoas SÓ reside no nosso interior, a tua declaração de amor a essa Amiga é magnífica... suprema. Parabéns pelas emoções que mais do que em outros post's eu senti hoje ao ler-te!Noguinhas
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Anónimo a 7 de Março de 2005 às 13:46

Gostei imenso.pauxana
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Anónimo a 7 de Março de 2005 às 00:15

Olá lindinha, já cá estou. Deparei-me com a beleza deste texto numa homenagem a uma amiga muito querida. Deus te abençoeaaron
</a>
(mailto:aaron@iol.pt)
Anónimo a 6 de Março de 2005 às 23:49

Ainda bem que li hoje teu texto. Realmente há mais beleza no interior quando homenageamos alguém que nos é querido. Agradeço-te o link e já coloquei também o teu selo na minha lista de blogs visitados e no meu blog adicionei-te aos links listados. Muito obrigado Menina Marota!Blueyes40
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Anónimo a 6 de Março de 2005 às 21:30

Nem a passagem do tempo, nem as doenças que pairam sobre nós conseguirão derrubar a beleza que existe dentro de cada um. A pureza da beleza, a verdadeira essência não é visível a um primeiro olhar, porque somos belos pelo que fazemos, pelo modo como agimos, devido ao que pensamos... esta tua homenagem só demonstra que tu és um ser muito belo, com um coração pleno de amizade e carinho! Beijos para ti e força para a tua amiga!*Boxexas
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Anónimo a 6 de Março de 2005 às 20:01

oi... tudo bem? o teu blog ta bue fixe =) bjokas, kuand poderes passa no nosso e comenta... bjokas, boa semana* C®y§†ä£ ЮöÞ *
(http://www.girlsdo7c.blogs.sapo.pt)
(mailto:girlsdo7c@hotmail.com)
Anónimo a 6 de Março de 2005 às 19:28

Está muito belo o teu texto. Pode ser lido em diversos registos: o do avançar da idade que nos muda (mas no fundo só por fora) e o da doença que se apodera de nós. Em todos os registos, gostei muito. E é um belo gesto de amizade. Beijinhoslique
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(mailto:lique2@sapo.pt)
Anónimo a 6 de Março de 2005 às 19:24

Vim agradecer a tua visita e sentei-me aqui por um pouco. Esta esplanada é tão grande que dificilmente conseguimos falar com todos... Mas quando alguém risca um fósforo, e logo a seguir outro, e mais outro, a chama ilumina e aquece. Este teu tributo por certo terá sido aceite como uma tocha. (Tenho a minha quota parte de experiência sobre o que é a precaridade humana. Vários amigos a quem ela surpreendeu. E isso não nos coloca do outro lado do muro - simplesmente pq não há muro.) Dar o ombro, a mão, a palavra amiga, não é caridade; é partilha. Esses gestos redimem as pessoas e espelham humanidades.
Thks e kissMJM
(http://babylonia.blogs.sapo.pt/)
(mailto:cacooco@hotmail.com)
Anónimo a 6 de Março de 2005 às 19:04

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