Eternamente Menina

Dezembro 21 2004
 
 

Longe de mim está o sonho.
Dos lugares onde existi.
Das correrias que partilhei.
Dos gestos trocados por sílabas;
formas de carinho retiradas das sombras;
no granito das paredes;
nos passos na calçada;
escutando a luz do sol;
esperando gota a gota que a água refresque as palavras.

Longe de mim está a minha alma.
Nunca terei partido.
Nunca terei chegado...
Reencontro imagens de outrora.
Nem sei se existem!
Sei que partem em cada romagem ao cemitério.
São sepultadas na memória de uma nova ausência.
Uma vida desfeita em suor;
suportada na saudade;
no desfazer da lágrimas.

Perto de mim está a multidão.
Gemendo em lamentos invisíveis.
Suportando a descompostura da indiferença.
Neste labirinto me procuro.
Não desisto da solidão.
Atiro-me para este grosseiro ruído.
Finjo que é silêncio.


(José Gomes Ferreira)


 

publicado por Menina Marota às 11:32

Eu pensei que vc não roubava mensagens de outros blogs, que vc tem muita "criatividade" para postar textos de Fernando Pessoa. Estou lhe dizendo Isso só para lhe lembrar que é feio ser egoísta.
Beijos.Márcia
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(mailto:galmarcia@hotmail.com)
Anónimo a 23 de Fevereiro de 2006 às 21:22

Ok, tudo bem. até porque é uma sensação comum a tantos de nós, sobretudo nesta quadra...José
(http://labirintodesilencios.blogs.sapo.pt)
(mailto:j.g.f@portugalmail.pt)
Anónimo a 21 de Dezembro de 2004 às 14:20

Sobre Mim...
Outras Eternidades