Eternamente Menina

Dezembro 20 2004

 

 

Fiquei presa a esta madrugada sonhadora de mim e de todos aqueles que já compuseram outras madrugadas.

O café, bem quente, como gosto, acabei de o fazer, no silêncio da noite e da minha casa.

Revivi, durante alguns momentos, tantos sentimentos que ocorreram em mim, nos últimos anos.

Não gosto de falar de mim. Gosto de falar daquilo que gosto.

Gosto de Poesia, daquela poesia que nos enche a alma e nos faz  vaguear por mundos de sonhos, de risos, de lágrimas...

Porque este nunca será um blogue estanque trarei aqui todo o tipo de poesia com a qual me identifico e os seus autores.

E, para terminar esta madrugada que vai longa, deixo  um autor (para além doutros) que prezo muito.

 

"O poema me levará no tempo
Quando eu já não for eu
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê

O poema alguém o dirá
Às searas

Sua passagem se confundirá
Como rumor do mar com o passar do vento

O poema habitará
O espaço mais concreto e mais atento

No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas

(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)

Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas

E entre quatro paredes densas
De funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo"

 

(Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen)

 

 

Boa Noite...

 

publicado por Menina Marota às 04:12

isto são horas de se estar a pé??? Livra que eu estava quase a levantar-me!! e depois não sabes pk tens tanto sono! vou puxar-te as orelhas!!! jinhosLena
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Anónimo a 22 de Dezembro de 2004 às 08:14

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