Eternamente Menina

Novembro 03 2012

 

Mary Jane Cross

Que o teu seio se desvele, que a tua mão,

suada e suave, se entregue, que a tua boca

se abra, e língua e lábios sejam mel, fogo,

orvalho matinal, o ar da floresta.

 

E pura e desvalida, te entregues,

na noite fria e calma, ao desejo

que os teus olhos nos meus incendiaram,

que os seios brancos e cálidos atearam.

 

Espero-te na tarde azul e pálida.

Uma ânsia fere o peito, rasga-me a pele,

rompe-me as veias e o sangue frio se esvai.

 

Quando oiço os teus passos, quando a voz,

serena e pura, chama já por ti,

uma rosa de seda ergue-se em mim.

 
Poema de Homo Viator

publicado por Menina Marota às 13:33

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