Eternamente Menina

Junho 01 2005

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Desperta-me de noite
O teu desejo
Na vaga dos teus dedos
Com que vergas
O sono em que me deito

É rede a tua lingua
Em sua teia
É vicio as palavras
Com que falas

A trégua
A entrega
O disfarce

E lembras os meus ombros
Docemente
Na dobra do lençol que desfazes

Desperta-me de noite
Com o teu corpo
Tiras-me do sono
Onde resvalo

E eu pouco a pouco
Vou repelindo a noite
E tu dentro de mim
Vais descobrindo vales.


Maria Tereza Horta

publicado por Menina Marota às 00:20

GOZO III

Põe meu amor
teu preceito

teu pénis
meu pão tão cedo
de vestir e de enfeitar
espasmos tomados por dentro

e gyarnecer o deitar
daquilo que vou gemendo

Meu amor
por me habitares
com geito de teu
invento

ou com raiva
de gritares
quando te monto e me fendo


Maria Teresa Horta

Carlos
(http://vagueando.blogs.sapo.pt/)
(mailto:c_m_a_n_u_e_l@hotmail.com)
Anónimo a 6 de Agosto de 2005 às 12:40

Imagem

Liz Christine

Boca
Linda e rosada
Bem-feita e ocupada

Pele
Sedosa
Ociosa
À espera de um toque

Unhas
Que arranhões provocam

Umbigo e quadris
Que ao prazer convidam
E a libido excitam

Queimando, ardendo, incendiando
Nossas vozes gritando
Nossos corpos extasiados

E o desejo maravilhado
Recomeça inquieto
E para sempre desperto...

Carlos
(http://vagueando.blogs.sapo.pt/)
(mailto:c_m_a_n_u_e_l@hotmail.com)
Anónimo a 2 de Julho de 2005 às 10:05

...@miguinha...não conhecia este poema...mas gostei tanto...que até o li alto...acreditas?...sério...bela escolha...

Tem uma boa noite.
Um beijito* grande.Estrela do mar
(http://www.clavedelua.blogspot.com)
(mailto:clavedelua@netvisao.pt)
Anónimo a 3 de Junho de 2005 às 01:00

Às vezes acordo a meio da noite para sonhar,
às vezes para sonhar os sonhos que outros sonharam,
feitos de palavras assim colhidas como pétalas.
Palavras assim, enfeitando o sonho de alguém,
fazem-me desejar noites de insónia
para poder respirá-las sílaba a sílaba
no ritmo da poesia
Às vezes venho aqui sonhar, como hoje
partilhando o teu sonho.
Obrigado pela boleia.

manuelManuel
(http://roteirodanossapaixao.blogspot.com/)
(mailto:guinato@netvisao.pt)
Anónimo a 3 de Junho de 2005 às 00:23

Não conhecia o poema...mas gostei imenso! Mil beijinhos!sussurros da lua
(http://blogfullmoon.blogs.sapo.pt/)
(mailto:sdrcarvalho@hotmail.com)
Anónimo a 2 de Junho de 2005 às 23:57

Ler a Maria Teresa Horta ao som de Chopin, não se pode pedir mais.
Beijinhosstillforty
(http://outrafacespelho.blogspot.com)
(mailto:alquimiadezasseis@hotmail.com)
Anónimo a 2 de Junho de 2005 às 23:35

Sem dúvida, muito bom gosto na escolha deste poema. Por vezes apetece encontrar uma coisa assim para desanuviar. Boa sorte.paraquedista
(http://www.paraquedista.blogs.sapo.pt)
(mailto:fsilva@sapo.pt)
Anónimo a 2 de Junho de 2005 às 22:00

Antes de me ir(hoje, agora) não te vou falar do belíssimo poema da Mª Tereza Horta, mas sim do texto que tens acima do Hermann Hesse sobre Serenidade.
Quero dizer-te simplesmente Obrigada pela partilha. Bjinhosamita
(http://branco-e-preto.blogspot.com)
(mailto:amitaf324@hotmail.com)
Anónimo a 2 de Junho de 2005 às 21:43

Um doce que nos serves com simplicidade, carinho e amor...ao amor! Delicioso! É sempre gratificante entrar nesta loja de bombons feitos de palavras :-))) Bjitos!!!!ferrus
(http://ferrus.blogs.sapo.pt)
(mailto:falcato.joao@clix.pt)
Anónimo a 2 de Junho de 2005 às 18:44

Um bonito poema num hino ao amor, que me enche a alma!segundavida
(http://segundavida.blogs.sapo.pt/)
(mailto:melo887@sapo.pt)
Anónimo a 2 de Junho de 2005 às 17:17

Sobre Mim...
Outras Eternidades