Eternamente Menina

Maio 14 2005

 


Há noites que são feitas dos rneus braços
E um silêncio comum às violetas.
E há sete luas que são sete traços
De sete noites que nunca forarn feitas.

Há noites que levarnos à cintura
Como um cinto de grandes borboletas.
E um risco a sangue na nossa carne escura
Duma espada à bainha dum cometa.

Há noites que nos deixam para trás
Enrolados no nosso desencanto
E cisnes brancos que só são iguais
A mais longínqua onda do seu canto.

Há noites que nos levam para onde
O fantasma de nos fica mais perto;
E é sempre a nossa voz que nos responde
E só o nosso nome estava certo.

Há noites que são lírios e são feras
E a nossa exactidão de rosa vil
Reconcilia no frio das esferas
Os astros que se olham de perfil.


(Natália Correia)
publicado por Menina Marota às 03:45

Olá
ele há noites que nos fazem sonhar, e gritar de felicidade, há noites de pesadelos em que o acorda é uma felicidade.. amei este poema.. Uma boa semana "vizinha"...maresia
(http://www.photoblog.be/quina)
(mailto:quina777@netcabo.pt)
Anónimo a 16 de Maio de 2005 às 09:42

Há noites que começam quando amanhece...

Um beijoFrog
(http://outravoz.blogspot.com)
(mailto:al.santos@netcabo.pt)
Anónimo a 16 de Maio de 2005 às 08:57

E por vezes as noites duram meses... Adorei este poema, adoro Natalia Correia.Bjscuriosa paixao
(http://curiosapaixao.blogs.sapo.pt/)
(mailto:curiosa-paixao@sapo.pt)
Anónimo a 15 de Maio de 2005 às 23:05

Deixei-me ficar aqui...a a ler e a ouvir...apenas...
Deixei-me estar...e senti paz...
Hoje estou triste...blueshell
(http://blueshell.blogspot.com)
(mailto:sengelo@mail.pt)
Anónimo a 15 de Maio de 2005 às 18:03

Há noites fantásticas como este poema.Boa semana.BJSAgostinho
(http://arteagostinho.blogs.sapo.pt)
(mailto:ag_silva@hotmail.com)
Anónimo a 15 de Maio de 2005 às 15:54

Há noites é verdade que não temos absolutamente vontade para fazer nada, a não ser, como a própria escuridão da noite convida, a reflectir nem que seja um pouco, sobre aquilo que correu bem ou que correu menos bem durante o dia. É no silêncio que a noite nos traz, e nos inspira para visualizar as imagens, escutarmos os sons, sentirmos a fragância singular e envolvente das flores que estão na jarra, em cima da cómoda. A noite permite-nos mágicamente apurar-nos a nossa mais sensível das sensibilidades, que durante o dia isso não seria possível sentir. Mágico é este espaço que nos entontece e nos enebria a alma quando por aqui passamos, resta-me agradecer as suas pertinentes visitas ao Dominio. Felicidades.Humberto
(http://DominiodosAnjos.Blogs.sapo.pt)
(mailto:Humbertothewizard@Hotmail.com)
Anónimo a 15 de Maio de 2005 às 14:31

Olá,
Adorei a música, o poema, voltarei sempre, senti-me bem aqui...
"E cisnes brancos que só são iguais
A mais longínqua onda do seu canto"

BJS
NANE
(http://)
(mailto:nanecandido@hotmail.com)
Anónimo a 15 de Maio de 2005 às 13:30

Belo este poema de Natália Correia. beijoswind
(http://wind9.blogspot.com)
(mailto:sagit_126@hotmail.com)
Anónimo a 15 de Maio de 2005 às 13:09

Podes crer .... há noites....mesmo....
Um bjo,
Marco António
(http://aoencontrodecleopatra.blogspot.com)
(mailto:mab_martins@hotmail.com)
Anónimo a 15 de Maio de 2005 às 12:14

A grande Natália Correia! Bela escolha!pauxana
(http://dasletras.blogs.sapo.pt)
(mailto:pauxana@sapo.pt)
Anónimo a 15 de Maio de 2005 às 11:26

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