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Eternamente Menina

Eternamente Menina

01.01.05

Elegia da tarde


Otília Martel

floresta_t.jpg

 

Elegia da tarde! Visão santa
da luz que vai findar. 
O sol, esse disco de oiro, ainda levanta
correndo, abençoado para o mar.

As sombras descem sobre vales e serras,
gemendo de dor, amortalhando a terra,
escurecendo a Vida,
e a noite vem para esconder loucos temores.

Mas anda no ar disperso, um aroma de flores,
que dá ao coração esse perfume errante,
essa alma estranha a soluçar,
numa alegria comovida
de um Mundo que sabe amar!

01.01.05

Poema da Esperança...


Otília Martel

  

neve

 

A neve cai.

A Terra é branca e dura.
Quantos não têm com que se agasalhar,
infelizes dos que andam à procura
de pão e lenha para acender o lar.  

 
Se não há neve está a noite escura.

A ventania agreste a ulular
e na casa humilde, mal segura,
há vozes de gente a rezar.  

 

As torrentes deixaram alagada
a terra que agora não dá nada,
a terra – único bem do lavrador!  

 
Mas passada a tormenta – renascida,
acordará a Primavera para a Vida,
dizendo à Natureza que é bem vinda.

 

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