Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Eternamente Menina

Eternamente Menina

28.05.05

E por vezes...


Otília Martel

 

Leszek Paradowski

 Leszek Paradowski

 

 

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.

 

 

David Mourão-Ferreira

 

 

Novamente de regresso e, resolvidos todos os problemas, deixo um abraço de saudade para estes dias de ausência. E agradeço, a todos aqueles que marcaram também, a sua presença na outra casa ( espero continuar a contar com a vossa presença lá...)

 

Um bom fim de semana cheio de Sol em todos os corações...

19.05.05

Hoje...


Otília Martel

 

...faz hoje cinco meses que este Blog nasceu.

Seria para mim uma alegria continuar nele, porque foi aqui que realmente me senti bem, que o vi ganhar uma dinâmica, que realmente nunca pensei que pudesse atingir, para além de que me ajudou a conhecer um pouco melhor este mundo virtual.

Aqui fiz amigos, aqui passei muitos serões embalada pelo sonho das palavras.

Mas as variadíssimas queixas em entrar neste Blog, para além da obstrução que o Sapo por vezes dá à sua utilização, fizeram que repensasse em utilizar outro servidor.

E aqui está a nova Eternamente Menina...voem até ela, por favor.

Espero que se sintam na nova casa tão bem, como aqui se sentiram

Não fecharei esta casa ficará para memória futura.

Um abraço a todos e obrigada pelo vosso carinho e companhia.

15.05.05

Momentos


Otília Martel

abstracto_Riscos TCA

 Riscos de  TCA

 

 

A música é algo que me completa. Há temas musicais que lidam comigo, muito melhor que muitas pessoas e, me devolvem muito daquilo que o meu corpo e espírito necessita.

Vem isto a propósito, uma cena que presenciei há dias, junto à Igreja do Carmo, na minha já habitual passagem diária.

Um casal de jovens encontrava-se sentado nos degraus da Igreja; mochilas pousadas no chão, estojo de um instrumento musical pousado ao lado. Chamou-me a atenção, pela forma curiosa que olhavam cada um que passava. Continuei o meu caminho, mas ao chegar à curva, um som fez-me parar. Por instantes, detive-me a ouvir de que local viria o som, até que compreendi que vinha do jovem casal, que já não visualizava, na curva da Igreja.

Voltei atrás e fiquei ali. Não conhecia a música, nem me lembro de a ter ouvido alguma vez, mas a sua harmonia, percorreu todas as células do meu corpo.

E ficámos ali. Ele a tocar. Ela a olhá-lo, carinhosamente. Eu encostada à parede a ouvi-lo tocar.

Não sei quanto tempo passou, mas a música chegava a comover. Fechei os olhos e deixei-me estar ali, esquecida de tudo. Quando a música parou, olhei em volta: dois estudantes de arte, sentados no chão, desenhavam o jovem tocador. A jovem sorria timidamente. Retribui-lhe o sorriso e segui o meu caminho.

Há momentos mágicos, que nunca poderão ser transcritos completamente.

 

Naquele dia, vivi um desses momentos.

 

Saxofone_TCA

 

14.05.05

Há noites...


Otília Martel

 Imagem Google

 


 

Há noites que são feitas dos rneus braços
E um silêncio comum às violetas.
E há sete luas que são sete traços
De sete noites que nunca forarn feitas.

Há noites que levarnos à cintura
Como um cinto de grandes borboletas.
E um risco a sangue na nossa carne escura
Duma espada à bainha dum cometa.

Há noites que nos deixam para trás
Enrolados no nosso desencanto
E cisnes brancos que só são iguais
A mais longínqua onda do seu canto.

Há noites que nos levam para onde
O fantasma de nos fica mais perto;
E é sempre a nossa voz que nos responde
E só o nosso nome estava certo.

Há noites que são lírios e são feras
E a nossa exactidão de rosa vil
Reconcilia no frio das esferas
Os astros que se olham de perfil.


(Natália Correia)
12.05.05

Das minhas memórias...


Otília Martel
 

Imagem daqui

 

 

Caso tenhas saudades de mim, olha as estrelas.

 

Lembra-te do meu sorriso. Olha o sol, vê nele o brilho do meu olhar, quando te via.

 

Por fim, quando vires o pôr-do-sol, lembra-te da despedida que não tivemos!

 

Se este pôr-do-sol vier acompanhado de uma chuva leve lembra-te então das minhas lágrimas num dia de chuva, que lavaram a minha alma, e levaram um amor, sincero e puro.

 

Quando vires nascer este mesmo sol, e um novo dia começar, lembra-te também, que tudo que renasce, vem com mais força. Se algum dia tiveres vontade de chorar, lembra-te das minhas lágrimas, da minha mágoa e do meu imenso amor.

 

Pensamentos confusos sim, vão surgir!

 

Saudades, também!

 

Porque elas não são presente; mas são a prova que fomos felizes e que foi realmente lindo tudo o que vivemos e tivemos.

 

Então sorri e lembra-te que a nossa história ficou escrita nos nossos corações. E, quando as lembranças resistirem e se recusarem em ir, vê nascer o pôr-do-sol, imagina a beleza que foi o nosso amor.

Lembra-te da nossa história

 

E sorri!

11.05.05

Novamente na corrente...


Otília Martel

O Zezinho do InApto desafiou-me para esta corrente...

 Veleiro

 

E, como eu não sou pessoa de recusar desafios, aqui estou... (é o segundo a que respondo)

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Um livro de poesia, de preferência com imagens à minha escolha.

Já alguma vez ficaste apanhadinha (o) por um personagem de ficção?
A princesa encantada, de o "Lago dos Cisnes", de Tchaikovsky. Adoro ouvir essa peça... e, que gostaria na minha adolescência de ter interpretado.

Qual foi o último livro que compraste?
Comprei mais que um. (para aproveitar os descontos)
Um soberbo livro de desenho de Helena Abreu, com poemas de António Gedeão (para oferecer)
Hopper, livro sobre este pintor, da Taschen (tb para oferecer)
Alquimia e Misticismo, de Alexander Roob, da Taschen

Qual o último livro que leste?
O Jardim, de Margueritte Duras

Que livros estás a ler?
Só consigo ler um de cada vez, neste momento estou a ler Russendisko (Discoteca Russa) , de Wladimir Kaminer, da Editora "Cavalo de Ferro" e que me foi oferecido.

Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
Os 4 volumes de "O Don Tranquilo", de Mikhail Chólokhov, que ando há anos para ler
O Jogo das Contas de Vidro, de Hermann Hesse
Poesias de Fernando Pessoa e Natália Correia, e 2 ou 3 Antologias de Poesia, de certeza absoluta.

A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?

À Elise, do http://letterstoelise.blogs , pela diversidade do Blog dela  e por ser mulher do Norte...

À Annie Hall, do http://outsider.weblog.com.pt/, porque temos em comum, a paixão pelos cães, especialmente Yorkshire-Terrier (ambas possuímos uns amores destes) e pelas flores maravilhosas que ela fotografa.

À Amita, do http://branco-e-preto.blogs , um amor de pessoa, que conheci no Sarau de Poesia, neste último sábado.
11.05.05

Passeio dos sonhos


Otília Martel

Passeio  dos Sonhos

 

Passear por aqui...
rua deserta,
sempre aberta à emoção,
ao sentimento,
à solidão de se ter
o que se não tem.
Lua adversa,
sempre presente
na minha mente.
Meu porto de abrigo,
mar revolto,
calma aparente
de uma presença
símbolo de solidão.

Eis-me aqui passeando,
sonhando,
relembrando
dias que não voltarão.

Singela
minha mão na tua
não mais se tocarão.

O sonho,
El Dourado
da minha mente,
vagueia ao som da música que,

 de repente,
muito lentamente,
ecoa no meu pensamento.

Saudades
do que já vivi
de quem já amei
de quem já beijei.

Neste passeio de sonhos
sonhar é tão fácil
e sempre eterno,
tal como o amor
no coração dos amantes.

08.05.05

Praça da vida


Otília Martel

 

Aquela Praça

 

 

Deixemos ir os dias dolorosos

sem mágoa.

Há que esperar dias melhores.
Esqueçamos, pois, nossas dores
recordando dias venturosos.


E se nesta praça majestosa
que é a Vida
pudessem florescer as
mais lindas flores
e na memória
jazessem nossos amores 
à luz do Sol
é coisa linda!

Da saudade que fica eu fujo,
por vezes choro
às vezes divido-me
entre o querer e não querer
recordar. 


Acordei hoje
estranhamente calma
com pura saudade
de alguém.

Recordei seu carinho
em cada palavra
escrita com devoção
nesta praça da vida
que é amor em contra mão.

Por um segundo,
a saudade foi maior que tudo.
Por um segundo,
eu quis estar
a seu lado
entrando noutro mundo
onde o sonho
e a realidade
se tornam verdade.

A vida entra em mim.
Olho o sol
através desta praça

sinto o calor,
sinto a presença
de uma forma
só minha
inédita

cúmplice...

 

 

Pág. 1/2