Alento
Pintura de Michael Garmash
Mar...
Ondas
que se juntam
em acordes
de vento.
No voar da
gaivota
livre
ousado
o sol
docemente
se entrega
na paixão
do seu alento.
Ao som dos búzios
deixa-se embalar.
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Pintura de Michael Garmash
Mar...
Ondas
que se juntam
em acordes
de vento.
No voar da
gaivota
livre
ousado
o sol
docemente
se entrega
na paixão
do seu alento.
Ao som dos búzios
deixa-se embalar.

Queria ser capaz de ter as palavras certas para escrever o que me vai na alma...Mas não as tenho, sinto-me perdida no tempo e no espaço, perdida no meio da gente, no meio de ninguém…
Procuro os meus sonhos, aqueles que a ninguém confesso, procuro encontrar tudo aquilo que perdi e que nunca encontrei. Sinto, como ontem, tudo vivo no dia de hoje preparando o amanhã...Que me espera depois da noite? Que segredo me irá revelar o tempo? Anseio por uma vida, por um sentido, por amor, por um sonho que já foi realidade...
Perdi-me no tempo...Perdi-me em ti.
Quero voar pelo mundo, quero conhecer o que não conheço, quero amar o que não amo...Quero encontrar um sentido para a vida…
Quero deixar sair o que me vai na alma. Quero… Quero ou será que na realidade não quero o que quero? Sei o que procuro sem saber o que quero...Aspiro o ar que me envolve que me lembra a ti, agarro-me à fina corrente invisível que ainda nos liga e penso… penso no tempo, no espaço, no ontem, no hoje, no amanhã, penso no momento...
Deste-me tanto, deste-me tão pouco, deste-me o tudo e tiraste-me o nada. Sou tua profundamente tua, completamente tua e nada mais que tua, quero ficar contigo. Quero voltar ao passado, quero parar o tempo, o que sinto, o que receio.
Quero que leias isto e saibas o quanto te amo. O quanto passo as noites em branco em busca de ti...no frio que congelou a minha alma. Quero que saibas que o tempo não passa, não mexe, não evolui.
Quero que saibas, o quanto significaste, significas e significarás para mim! Tu és parte de mim! Eu sou parte de ti. Ambos somos o todo.
Nunca te esqueças de mim... do amor que te dei. Do amor que recebi.
Sê feliz...
Pintura de Javier Azurdia
(Imagem de Marek Wyszomirski)
Se um raio de Sol
se desprendesse do teu olhar
e com ele aquecesses palavras áridas
e em lírios as transformasses...
Se um raio de Sol
saísse dos teus dedos
e com ele afagasses o denodo
de palavras corteses sem ironias
e ressentimentos...
Se um raio de Sol
saísse dos teus lábios e com
ele beijasses o tempo etéreo
dos pensamentos...
nas tuas mãos, olhar e coração,
acharias o calor fecundo de ser
energia e razão.