Eternamente Menina

Agosto 16 2005

 Fotografia de Almaro

Imagem de Almaro daqui

 

Ondas que descansam no seu gesto nupcial
abrem-se caem
amorosamente sobre os próprios lábios
e a areia
ancas verdes violetas na violência viva
rumor do ilimite na gravidez da água
sussurros gritos minerais inércia magnífica
volúpia de agonia movimentos de amor
morte em cada onda sublevação inaugural
abre-se o corpo que ama na consciência nua
e o corpo é o instante nunca mais e sempre
ó seios e nuvens que na areia se despenham
ó vento anterior ao vento ó cabeças espumosas
ó silêncio sobre o estrépito de amorosas explosões
ó eternidade do mar ensimesmado unânime
em amor e desamor de anónimos amplexos
múltiplo e uno nas suas baixelas cintilantes
ó mar ó presença ondulada do infinito
ó retorno incessante da paixão frigidíssima
ó violenta indolência sempre longínqua sempre ausente
ó catedral profunda que desmoronando-se permanece!

 

 António Ramos Rosa
 

publicado por Otília Martel às 00:33

Obrigado pela visita e comentário. Visitei o teum blog, que me agradou muito e percebi que temos em comum o gosto pela poesia. Finalmente consegui comentar e dizer que voltarei!
Mar a 26 de Abril de 2006 às 00:04

Bom dia, Mar,
que te não vejo
em tal imagem da garota
será o Douro, será o Tejo
ou será mão desta marota?

Bonita escolha, a do Poema.



eduardo
(http://edynet.blogspot.com/)
(mailto:edynet@gmail.com)
Anónimo a 16 de Agosto de 2005 às 09:46

Nada melhor para começar uma semana (desta vez mais curta) do que passar por teus cantinhos. Sabe bem...dispõe bem...e eu gosto ;)aflores
(http://omeublog2004.blogs.sapo.pt)
(mailto:albertoflores1957@sapo.pt)
Anónimo a 16 de Agosto de 2005 às 09:59

O mar suscita muitas emoções e sentimentos. Fascinante! Beijos, boa semana! Elise
(http://lettersfromelise.blogspot.com)
(mailto:letterstoelise@sapo.pt)
Anónimo a 16 de Agosto de 2005 às 10:14

Bom começo de semana ao ler este texto :)Doug McKean
(http://omeunada.blogspot.com/)
(mailto:zephyrium@gmail.com)
Anónimo a 16 de Agosto de 2005 às 19:48

Que nostalgia vem das tuas vagas,
Ó velho mar, ó lutador oceano!
Tu de saudades íntimas alagas
O mais profundo coração humano.

Sim! Do teu choro enorme e soberano,
Do teu gemer nas desoladas plagas,
Sai o quer que é, rude sultão ufano,
Que abre nos peitos verdadeiras chagas.
Ó mar! ó mar! embora esse eletrismo,
Tu tens em ti o gérmen do lirismo,
És um poeta lírico demais.

E eu para rir com bom humor das tuas
Nevroses colossais, bastam-me as luas
Quando fazem luzir os seus metais.


acácio simões
(http://http;//atonito.blogspot.com/)
(mailto:acacio.luis.simoes@iol.pt)
Anónimo a 17 de Agosto de 2005 às 09:24

Uma passagem por esta calmaria:)Estou de volta...Um grande beijinho e um enorme :)angelis
(http://pedevento2004.blogs.sapo.pt)
(mailto:angelis@sapo.pt)
Anónimo a 17 de Agosto de 2005 às 12:45

Só me pergunto como pudeste pensar um dia em interromper a tua escrita?
Não sera justo para nós.

Vim agora do http://www.mgrande.com/weblog/index.php/eternamentemenina/

e repito: é um sonho!

jinhos muitos
//(~_~)\\ um beijo da Titas


titas
(http://titas.weblogger.terra.com.br/)
(mailto:tusabes@betcabo.pt)
Anónimo a 17 de Agosto de 2005 às 13:57

por uma vez na vida, tenho que dar razão à pirosa da titas.
(o que significa que ninguém é completamente mau. Admito o bom gosto da ranhosa)



§(~_~)§ beijo da Afrodite
afrodite
(http://afrodite4.blogspot.com/)
(mailto:tusabes@netcabo.pt)
Anónimo a 17 de Agosto de 2005 às 14:00

por uma vez na vida, tenho que dar razão à pirosa da titas.
(o que significa que ninguém é completamente mau. Admito o bom gosto da ranhosa)



§(~_~)§ beijo da Afrodite
afrodite
(http://afrodite4.blogspot.com/)
(mailto:tusabes@netcabo.pt)
Anónimo a 17 de Agosto de 2005 às 14:00

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