Rasga as tuas mãos
Marcia Berenguer Cabral
Rasga as tuas mãos
criminosas,
assassinas,
cobertas de lava,
sangue e cinza.
Rasga as tuas mãos
sedentas de ambição,
lado a lado com a traição,
e olha nos olhos das gentes
que feriste no corpo e na razão.
Rasga as tuas mãos
e encara de frente
aqueles a quem tiraste o pão,
a terra e a força
de viverem em Paz
com o chão lavrado,
a sementeira feita,
o orgulho de serem
gente de corpo inteiro.
Rasga as tuas mãos
queima os teus sentidos
na visão de momentos
que nunca terão perdão.
BASTA!

