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Eternamente Menina

Eternamente Menina

25.01.05

Solidão


Otília Martel

  Tamara de Lempicka - La Dormeuse  

De saudade
em saudade 
se constrói
um espaço frio
vazio, calado.

De esperança 
em esperança, 
destruída,
se constrói
um olhar sem olhos
igual
para gente e coisas.

De adeus
em adeus
abafados pelo orgulho
corajosamente só 
se constrói
um chorar sem lágrimas
e um lamento
feito sorriso.

Das palavras
que ficam sempre
por dizer
se constrói
uma boca
fechada ao amor
e aberta ao egoismo

Da confusão 
de sentimentos
e da vontade
do homem
se constrói
uma mulher
de nome
solidão.

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