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Eternamente Menina

Eternamente Menina

21.09.10

Das minhas memórias...


Otília Martel
Fui ao encontro das minhas memórias buscar cartas já apagadas pelo tempo. Recordar é viver, dizem… Será assim?

azurdia javier.

Queria ser capaz de ter as palavras certas para escrever o que me vai na alma...Mas não as tenho, sinto-me perdida no tempo e no espaço, perdida no meio da gente, no meio de ninguém…

Procuro os meus sonhos, aqueles que a ninguém confesso, procuro encontrar tudo aquilo que perdi e que nunca encontrei. Sinto, como ontem, tudo vivo no dia de hoje preparando o amanhã...Que me espera depois da noite? Que segredo me irá revelar o tempo? Anseio por uma vida, por um sentido, por amor, por um sonho que já foi realidade... 

Perdi-me no tempo...Perdi-me em ti.

Quero voar pelo mundo, quero conhecer o que não conheço, quero amar o que não amo...Quero encontrar um sentido para a vida…

Quero deixar sair o que me vai na alma. Quero… Quero ou será que na realidade não quero o que quero? Sei o que procuro sem saber o que quero...Aspiro o ar que me envolve que me lembra a ti, agarro-me à fina corrente invisível que ainda nos liga e penso… penso no tempo, no espaço, no ontem, no hoje, no amanhã, penso no momento...

Deste-me tanto, deste-me tão pouco, deste-me o tudo e tiraste-me o nada. Sou tua profundamente tua, completamente tua e nada mais que tua, quero ficar contigo. Quero voltar ao passado, quero parar o tempo, o que sinto, o que receio.

Quero que leias isto e saibas o quanto te amo. O quanto passo as noites em branco em busca de ti...no frio que congelou a minha alma. Quero que saibas que o tempo não passa, não mexe, não evolui.
Quero que saibas, o quanto significaste, significas e significarás para mim! Tu és parte de mim! Eu sou parte de ti. Ambos somos o todo.


Nunca te esqueças de mim... do amor que te dei. Do amor que recebi. 

Sê feliz...

 

 

 

Pintura de Javier Azurdia 

 

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