Entre o real e o virtual… um caminho ténue…
E a amizade e sensibilidade dessas pessoas são de tal maneira marcantes que a simples ausência delas, por vezes, me deixa preocupada e acabo por ir saber o motivo dessa ausência.
Fui confrontada, durante o mês que passou, com notícias tristes que me fizeram recordar tempos e pessoas com quem cruzei caminhos virtuais e, em certos casos, amizades que passaram para o mundo real.
Na génesis do entendimento virtual está o respeito, a presença, a partilha, o afecto, que conduzem a uma consciência do ser capaz de interpretar pequenos nadas que se tornam poderosos na nossa alma.
Ao longo dos anos vi partir algumas dessas pessoas com quem me cruzei virtualmente e a minha alma chorou.
E a lista começa a ser grande e dói. Dói mesmo!
É para vós, amigos que partiram, os de antes e os de agora, que deixo estas palavras e esta música...
Dádivas de amor...
Na ausência partilhada
existe o silêncio amargo
como bola de fogo
que não se extingue.
Sonhos lapidados
alegrias esquecidas
delicadas lágrimas
em flores de amor
jamais floridas.
Nas ondas do sonho
imergi minhas emoções
numa melodia doce
onde as sensações se diluem
no corpo do poema
Um mistério. Uma ternura. Uma saudade.
Dádivas de amor
na total cumplicidade dos dias idos.
