Limites
29.06.13, Otília Martel
Há homens que se vendem por vaidade Há homens que se vendem por dinheiro Há até quem se venda um bocadinho E outros que se vendem por inteiro Uns crescem comprando a consciência Outros fabricando um futurozinho Para uns já perdi a paciência Para os outros não lhes quero ser nem vizinho Vivo no lado norte extremo do orgulho Cavalheiro cavaleiro doutra idade Quando canto, atrevo a elegância Quando escrevo, atrevo a liberdade Não ergo as mãos por causas sibilinas (...)
