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Eternamente Menina

Eternamente Menina

Um amor

20.03.18, Otília Martel
    Aproximei-me de ti; e tu, pegando-me na mão,  puxaste-me para os teus olhos  transparentes como o fundo do mar para os afogados. Depois, na rua,  ainda apanhámos o crepúsculo.  As luzes acendiam-se nos autocarros; um ar  diferente inundava a cidade. Sentei-me  nos degraus do cais, em silêncio.  Lembro-me do som dos teus passos,  uma respiração apressada, ou um princípio de lágrimas,  e a tua figura luminosa atravessando a praça  até desaparecer. Ainda ali fiquei (...)