Eternamente Menina

Janeiro 17 2012
Fotografia de Olga Shelegeda
 
 

Há-de chegar o dia
em que a minha tristeza há-de acabar…
Tudo finda,.. renasce e recomeça…
E esta tristeza há-de ter fim!
E então minha alegria
há-de voltar!…

Só tenho medo
que, quando ela regressar
eu esteja tão cansada de viver,
que não chegue a festejar
esta ânsia enorme de vencer!,..

Sim, porque da tristeza sempre fica
um jeito desolado…
Mas não! Eu hei-de ser alegre,
e endoidecer cá dentro
toda a amargura do passado!

Mas não tardes
a realidade
do meu sonho!…
Porque há quem morra de saudade
e dor!
E eu não sei se terei vida
que chegue
se a tua demora
for mais longa, meu amor!

 

 Poema de Judith Teixeira

 

 

 

Ouvir o poema na voz de Luís Gaspar

Gentileza do Estúdio Raposa

(Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)

publicado por Otília Martel às 14:45

Janeiro 12 2011

 

Pintura de Michael and Inessa Garmash

 

 Como dizer-te

que povoas

o meu sono

ao cair da noite,

quando o dia termina,

despertando sensações

há muito escondidas em mim.

 

Como dizer-te

que em sonhos

as tuas mãos afagam meus cabelos

e percorrem-me ondas de emoção.

 

Como dizer-te

que a tua voz

me possui, entrando

no meu ouvido como seta

directa ao coração.

 

Como dizer-te

das sensações primeiras

coração aberto

sorriso franco

em sangue quente

que me inunda

e dá alento.

 

Como dizer-te

que és maré-alta

em noite de lua cheia.

 

Como dizer-te...

 

Ouvir o poema na voz de Luís Gaspar

 (Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)

publicado por Otília Martel às 16:30

Sobre Mim...
Outras Eternidades