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Eternamente Menina

Eternamente Menina

Trago-te na minha vida

10.04.20, Otília Martel
Pintura de Maria de Fátima Santos   13   Trago-te na minha vida como quem escuta os passos musicais do tempo, como as manhãs tocam a paisagem...   e amplamente te recebo dos horizontes da dor que é a nossa distância de seres quase tudo.   Trago-te na minha vida como é possível a noite trazer o luar.   Que movimento guia a tua essência inacabada? Onde te cumpres perguntando a vida? (...)

Moments

12.06.13, Otília Martel
É sempre com alegria que tenho conhecimento quando alguém partilha as minhas palavras. Mas essa alegria é redobrada quando os nossos poemas são traduzidos e disso nos dão conhecimento. Agradeço a Nina Matos que seleccionou os poemas e Cécile Lombard que traduziu. A minha sincera gratidão a ambas.  Peinture, Hessem Abrishami Toucher le ciel dans la brume du désir (...)

Queria escrever um poema

01.05.13, Otília Martel
Queria escrever um poema sobre o dia de hoje. O sol está fosco nesta rua suja e semi escura. No vaivém de pessoas, na porta que se abre e fecha com um seco rangido, alheias aos rostos fechados que por si se cruzam, o segurança de olhar vivaço, atento e solícito, estica o braço como um ioiô de menino traquina. Do lado de fora da porta, no chão, mil beatas esmagadas, intervalo de vício de enfermeiras, bombeiros e acompanhantes dos utentes que, na impaciente espera, ali vêm espairecer. (...)

"O meu país é o que o mar não quer"...

23.11.12, Otília Martel
Há paixões que cresceram comigo e que o tempo não diminui: mar, animais, música, flores, livros (não necessariamente por esta ordem) são algo que sempre fizeram parte da minha vida e que, de uma forma ou outra, me marcaram. Já hoje falei, num outro local, de Fernando Pessoa e da importância que dou à sua poesia no decorrer dos tempos. Descobri Ruy Belo mais tarde. Confesso que não foi amor à primeira vista mas não renunciei a ele. E li-o. E reli-o. Mastiguei cada estrofe do (...)

Apresentação do meu primeiro livro digital... Olhos de Vida.

14.10.12, Otília Martel
Está disponível em PDF e noutros sistemas, o meu novo livro. Que dizer-vos dele? Não foi pensado. Não foi agendado. Nasceu do coração, como nasce a poesia que tem alma e razão. Foi filmado num dia de chuva, com a simplicidade d'um rosto de cara lavada, de jeans desbotados, descalça, na areia molhada, descontraído, natural, o dia a dia da poesia sentida, real, tal como a maré cheia que na praia desmaia.   Na versão para iBook pode ver-se um vídeo dividido em duas partes, no (...)

Estrelas no Céu

23.06.12, Otília Martel
Anoiteceu. Ao longe o som da música lembra que é noite de festa Algures, gente animada, de sorriso sedutor e movimentos ondeantes, envolvem-se na dança do amor Corre-me nas veias um arrepio sentindo o furor que adivinho no calor que se desprende entre a música e o clamor É noite de S. João.

Domingo em casa

20.11.11, Otília Martel
(Imagem Google)   Amanhã podia ser domingo, e não haver sol; podia ouvir os sinos e dizer que era apenas uma ilusão; podia descer a rua e não encontrar o homem que vende os jornais; podia chegar ao largo e não ver as mulheres em grupo a caminho da igreja, onde vai começar a missa.   Amanhã podia ser domingo, e as rua estarem vazias como se não houvesse nada para (...)